After silence, that which comes nearest to expressing the inexpressible is music.

December 10, 2009 § 1 Comment

Segundo o NME, esses sao os albuns da decada: http://www.nme.com/list/albums-of-the-decade/158049

Achei uma porcaria a lista, entao fiz a minha (de 10 porque nem conheco tanta banda pra fazer 100). Vejo Folk ingles em peso! Sem ordem de preferencia.

Laura Marling – Alas I Cannot Swim (2008)

Robert Pattinson comentou sobre ela para a Nikki Reed, que falou para a Kristen Stewart, que comentou numa entrevista, que eu li e acabei indo ver se valia a pena. Vale. Entra pra lista por ter me feito comecar a curtir folk, por ter uma das melhores musicas dos ultimos anos em relacao a parecer que foi escrita pra mim (“Ghosts”). Sem contar que ela eh um amor e eu casava certo. Outras musicas excelentes do CD sao: “My Manic and I” e “Night Terror”.

System of a Down – Mezmerize and Hypnotize (2005)

Os dois albuns foram lancados com 6 meses de diferenca. Dei de presente um deles ate e tem historia por tras. Nevertheless, eh um album muito bom, com varias criticas sociais e politicas (como o SYOD adora fazer). Apesar de ja ter ouvido “Chop Suey” antes, por exemplo, foi esse CD aqui que me fez apreciar a banda de verdade, kudos para a musica titulo e “BYOB”, sem contar “Lonely Day”, que eh linda e triste (e traz varias lembrancas, mas afinal, musica boa tem que ter significado).

Mumford & Sons – Sigh No More (2009)

Outra cria do “new” folk ingles. Vi eles por acidente no Glastonbury antes da Laura Marling. Aparentemente, eles, ela e o Johnny Flynn tocam sempre juntos e sao grande amigos.  Outros eye candy, sao varios barbudos para todos os estilos. Os caras tem letras otimas e um ritmo meio folk antigao mas que com as letras fica super moderno e “pop”. Curto muito o CD, que acaba sempre no repeat quando ouco. Sao poucas as bandas que me fazem quase chorar a primeira vez que eu ouco uma musica e foi isso que aconteceu no Glastonbury com “LIttle Lion Man”. Outras grandes favoritas sao: “The Cave” e “White Blank Page”.

Green Day – American Idiot (2004)

Green Day sempre foi uma banda super anos 90 pra mim. Lembro de”Basket Case”, “When I Come Around” e “She” como musicas da minha pre-adolescencia. “American Idiot” ganhou ate Grammy, o que considero ser um grande passo porque Green Day nao eh material de Grammy. A musica titulo faz uma critica super descarada, que alias o CD inteiro faz tambem. Se redimiram para alguns fans que reclamavam que eles tinham se “vendido” e pra mim, provaram que sao capazes de me viciar em um album, misturando musicas mais calmas e depres mas que continuam com jeitao da banda. Outra faixa favorita: “Holiday”, alem de “Jesus of Suburbia”.

Franz Ferdinand – Franz Ferdinand (2004)

Pra mim, foi esse album que transformou Indie Rock em algo conhecido. Nao que isso seja ruim, pelo contrario, porque foi por causa desse album que eu ouvi outras bandas “indie” que eu adoro e um estilo musical totalmente desconhecido ate entao pra mim (sem contar que levou para o publico o estilo terninho, que mesmo que agora ja seja usado demais, nao reclamo de ver homens de terno). Fora isso, o Alex Kapranos eh material de marido e o show dos caras no Glastonbury ganhou a minha estrelinha de melhor show do festival. Esse CD eh daqueles de colocar no repeat pelo menos 3 vezes seguidas. Musicas favoritas: “The Dark of the Matinee” (por ter referencia a cinema provavelmente), “Take Me Out” e “Michael”. )Preciso comprar esse CD asap)

Norah Jones – Come Away With Me (2002)

Como dizia no twitter (/ihateonionrings) agora a pouco, Norah Jones me lembra algo bom que eu nao sei o que. Ouvia muito na epoca de trabalhar na locadora, porque era um dos unicos dvds de musica que alia a pena ouvir repetidamente (junto com The Cure e Travis). Album de debut da menina, chocou geral a gurizada por ter tanto jazz bom ali – genero que se considerava morto por muitos. Ganhou impressionantes 6 Grammys e iniciou a carreira de uma cantora com uma voz invejavel e tem que amar mulheres que tocam tao bem (apesar de nao ser tao boa como atriz em “My Blueberry Nights”, que por sinal aproveita muito bem as musicas dela como trilha). Minha obsessao no CD alem de “Don’t Know Why”, eh definitivamente a “Feeling the Same Way”.

Amy Winehouse – Back to Black (2006)

Sabe que estou me surpreendendo com a quantidade de mulher nessa lista? Nunca me considerei uma menina-que-ouve-meninas. Em todo o caso, Amy Winehouse dispensa apresentacoes. Esse album, o segundo dela, embolsou 5 Grammys. A voz da mulher eh invejavel, assim como os ritmos jazzianos (?), meio R&B e com um pouco do bom e velho rock’n’roll. Apesar de que nao aguento mais ouvir em casa porque ouco todo dia no pub, as melhores (nao me diga que “Rehab” eh uma delas, porque ja cansou) pra mim sao “Just Friends”, “Back to Black” e “Love is a Losing Game”.

The Killers – Sam’s Town (2006)

Apesar de que todo mundo ama o outro album (“Hot Fuss”), esse definitivamente eh meu favorito. Me identifico muito mais com as letras e as melodias me agradam mais tambem. The Killers foi uma daquelas bandas que criou um lugarzinho especial no coracao mesmo que eu ja nao ouca mais tanto (tambem, ouvi tanto que ate ja enjoei, meu lastfm esta de prova). Esse album foi minha trilha sonora antes de vir para Londres e do periodo de problemas amorosos que eu passei antes de vir. “For Reasons Unknown” posso dizer que eh A musica que explica a minha vida. Outras favoritas sao “Sam’s Town” que fala sobre botar o peh na estrada (perfeita pra preparacao de viagem) e “When You Were Young”.

Johnny Flynn – A Larum (2008)

Terceira parte do trio mencionado mais ali pra cima. O guri eh lindo, devo admitir que isso me faz meio injusta, mas a musica dele eh poesia. Brega de dizer, mas eh verdade. As letras do album de debut sao totalmente simpaticas e queridas e fofas de ouvir, especialmente durante domingos preguicosos. Outro que eu vi tocar no Glastonbury, vi sentadinha ainda por cima, numa tenda super amigavel. Enfim, Johnny Flynn tem talento e uma voz que nao parece sair daquela carinha loira. Um folk um pouco menos puxado pro Johnny Cash e menos dancante que Mumford & Sons, mas nao tao depre quanto Laura Marling. Minhas favoritas: “Tickle Me Pink”, “The Box” e “Brown Trout Blues”.
 

*Bobby Long – Dirty Pond Songs (2009)

Na realidade, esse nem deveria estar aqui porque eh um EP nao lancado por gravadora alguma. Ganhei duma amiga, num dos shows dele. Em todo o caso, eh a minha lista e coloco quem eu quero, oras! (O primeiro album do Bobby Long vai sair no primeiro semestre do ano que vem)

Podia ficar dias aqui falando do Bobby, mas tenho que ir dormir. Vale dizer que ele eh um cantor de folk, que pega inspiracoes principalmente do Bob Dylan, apesar de algumas musicas serem super Johnny Cash. Nao machuca o fato dele ser lindo, engracado e super querido (na maior parte das vezes que conversamos pelo menos). Ja sei que parece cliche, mas eu sei que esse ai vai ser famoso daqui a alguns anos. Com letras (e um vocabulario) invejavel, fico impressionada toda vez que ouco e principalmente quando vejo ele tocar ao vivo. A voz dele eh – como li num artigo – de alguem que tomou muito whisky e depois arrastou as cordas vocais na areia. As minhas favoritas do EP sao: “Dead and Done” (que eh super Cash), “The Rattle and Roll”, a agitada e puxada pro rock’n’roll “Penance Fire Blues” e a triste e romantica “Who Have You Been Loving”.

Queria muito incluir tambem o EP do Marcus Foster, mas nao deu espaco. Tenho certeza tambem que daqui a 2 dias vou pensar num album que deveria estar ai mas que eu esqueci ou algo do genero. Varias bandas sei que mereciam, mas neh, cada um cada um. Queria fazer mencoes honrosas para Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, tambem para Placebo e Explosions in the Sky.

Glastonbury 2009 – Parte 2

October 28, 2009 § 1 Comment

Antes tarde do que nunca, atualizo mais para poder me livrar do peso na consciencia de nunca ter postado o resto da minha experiencia no Glastonbury em 2009.

Sexta-feira foi o primeiro dia oficial, com os palcos grandes funcionando de verdade! Almocamos antes e fomos nos aventurar!

O primeiro show visto foi as 13h40 no Pyramid (o palco principal que, veja soh, tem formato de piramide), Regina Spektor.
Honestamente, soh conhecia Fidelity. Fui mais porque o estilo dela parece ser bom e porque o Stiborski idolatra a mulher. Nao me arrependi. Apesar de comecar um chuvisco no meio do show, ficamos na lateral e dava para ver ela tocando piano. Sem contar que a voz dela eh fantastica!
Ultimamente ando ouvindo mais (principalmente “Hero” e “Us” por causa da trilha sonora de (500) Days of Summer), mas foi um show legal. Meio de “mulherzinha” e a presenca de palco nao foi das mais marcantes (nao vem me dizer que eh porque o estilo de musica nao combina, porque a Rachael Yamagata tem uma baita presenca no palco).

Depois no Pyramid teve um “special guest” (N*E*R*D), adorei o nome, mas nunca ouvi falar deles. Partimos para explorar o festival. Fomos explorar o festival. Queria muito ter visto Noah and the Whale, mesmo nao sabendo nenhuma musica deles, sao amigos da Laura Marling e eu confio nela.

Fomos para o palco The Park (onde, reza a lenda, Franz Ferdinand tocou ano passado como special guest. Estavamos sentados lah esperando a banda comecar as 16h e ouvindo fofocas de que ia ser Coldplay ou algo do genero. Jura meu bem. Acabou por ser (para a alegria completa da Andrea) Supergrass (versao reduzida). Aparentemente, ela alem de gostar da musica, acha o vocalista bonito. O gosto da Andrea me assusta.

Fiquei para ver algumas musicas, mas deu varios problemas no som e no retorno, o que deixou o cara (que parece o Grinch) num mau-humor do cao. Como queria ver Fleet Foxes as 16h40 no Pyramid, sai correndo depois da 3a musica.

Peguei a metade do show do Fleet, os caras tem talento, mas devo dizer que o show foi um dos mais entediantes que eu vi. Talvez por nao conhecer as musicas (apenas gosto dessa nova cena folk londrina), mas eu quase dormi em peh. Nao chega a ser um folk muito meu estilo, ja que puxa um pouco para um lado meio pop. Gosto mais das dedilhadas de violao.

Em todo o caso, depois fui encontrar as gurias para vermos o show da Lily Allen (mudanca drastica ou o que?), foi no Pyramid tambem as 18h20. Nao tava muito no pique, ja que ela me irrita um pouco com a sua atitude. Deixei de ver Friendly Fires, que eu nao conheco, mas tem boa fama. Mas sabe que foi bem interessante? A roupa roxa brilhante, junto com a peruca rosa foram algo inesperado, ja que isso fica mais para Lady Gagas da vida.

O set list da Lily foi bem bom (por sinal, todas ficamos apavoradas com a semelhanca entre ela e a Juliana, uma das outras meninas que moram na nossa casa, acredito que as duas sejam dopplegangers). Ficamos tirando sarro do fato que ela fica batendo o peh esquerdo no chao (tipo cantor de musica country) o tempo todo. O auge tem que ter sido quando ela decidiu acender um cigarro no palco. WTF? Cada um com suas neuras. No meio do show a Andrea nos ligou para avisar que a banda que tava tocando no The Park (outro “special guest”) era a banda nova do Jack White, mas acabamos ficando ate o fim do da Lily mesmo.

Saimos de lah para o Other Stage (adoro esse nome), para ver a Lady Gaga as 20h. Devo admitir que nunca sei a letra de “Poker Face” ja que sempre gostei mais de “Just Dance”. No fim, queria saber como era ver a louca no palco, ja que ela parece ser uma “entertainer” das melhores. Sem contar que  queria me gabar pro meu primo Thiago.

Uma das coisas mais chatas de se fazer: ir num show de alguem que tu nao gosta muito e que as musicas nao sao teu tipo (mais) e ter que aguentar esperando pelos hits. Acho ate que ela andava drogada, porque nao parava de falar com aquela voz arrastada e coisas sem sentido.  Nao eh a toa que os caras da plateia (alias, soh tinha homem na plateia e eles iam a loucura quando ela virava de bunda pra gente) gritavam “SHUT UP AND SING”. Rude, mas chegou uma hora que quase eu gritei isso tambem.

Alem de tudo, conseguiu trocar de figurino 3 vezes (ou 4, nao me lembro mais)! Em um show de 40min! Tenha paciencia…A tal de Stephenie aka Lady Gaga fechou o show com uma versao acustica de “Poker Face”, seguida da versao oficial. Tocou a versao acustica num piano transparente com bolhas (igual ao figurino) e me surpreendeu positivamente mostrando que tem voz, sim. Eu ja achava que o show inteiro tava sendo playback, o que ate pode ter sido, mas ela realmente conseguiu cantar bem a versao acustica.

E nao, eu nao reparei que ela tinha um penis. Ou essa historia toda. Fiquei sabendo depois!

As 21h30 tivemos The Ting Tings, tambem no Other Stage. Bem legal, super energetico e dava para ver que eles estavam superfelizes de estar no festival. A vocalista (me perdoem, mas nao sei o nome e to com preguica de ir ate o google) tem uma otima presenca de palco e canta pra caramba. Uma boa surpresa para mim e para a Lucia foi que eles tinham mais musicas conhecidas do que a gente esperava, o que foi bom para cantar junto.

Um comentarios: as luzes sao fantasticas! Todos os shows noturnos do Glastonbury me deslumbraram por sua iluminacao. Nao, eu nao estava sob a influencia de drogas, mas me abro para os engenheiros que fizeram o trabalho todo.

Combo Other Stage na sexta-feira: ficamos tambem para ver Bloc Party , uma das melhores surpresas para mim. As gurias ja viviam me falando que era fantastico, mas eu ouvi as musicas e nao tinha me apetecido muito. O show ao vivo vale! Melhor que as musicas por si soh.

E de novo falando das luzes: caralho! Foi loucura total. Fomos, eu e a Lucia, porque a gurizada se perde muito facilmente no meio desses 175mil, mais para a frente e acabamos num grupo com Stormtroopers e sabres de luz (oi?). “Flux” levou todo mundo a loucura e mesmo sendo uma set list que eu conhecia apenas 2 musicas, acabei curtindo bastante.

Curtiria mais se nao tivesse um bebado muito chato na minha frente e um cara com uma bandeira gigantesca do lado esquerdo. Parece que esse proximo ano as bandeiras serao banidas, porque bloqueiam a visao dos outros. Elas sao bonitas, devo admitir, mas nao muito praticas.

O vocalista do Bloc Party tem uma voz ainda mais impactante ao vivo. Vale a pena ver se tiver a chance. O show eh longo, mas energetico.

Vale a pena dar uma explorada no festival de noite tambem. Sempre tem alguma festa acontecendo ou algo curioso para ver. Tem o circo e tem as cidades: Trash City, Shangri-la e Arcadia. Segundo a programacao do Glasto: “where do you go when the live music stops?”. Aparentemente eh para lah.

Minhas grandes expectativas estavam para domingo, com show da Laura Marling, Jamie Cullum e Johnny Flynn.

Glastonbury 2009 – Parte 1

June 29, 2009 § 2 Comments

Pra tirar o resto do pó do blog eu ia postar sobre as viagens pra Italia e França, mas como acabei de chegar do Glastonbury, vou deixar pra postar dicas das viagens depois e falar agora sobre o Festival. Que tal?

A contagem regressiva pro dia em que o Festival ia começar teve inicio em maio ja de tao ansiosas que estavamos. O line up total foi divulgado no dia 10 de junho…mas a suposta line up incluia ate Placebo, o que foi super triste saber que eles nao iam tocar…estava torcendo para ver The Killers, The Kooks e Kings of Leon, mas nenhum deles estava incluido, mesmo com as 3 bandas fazendo shows em Londres poucos dias antes do festival. Porem, a noticia de que Laura Marling e Johnny Flynn iam tocar fez valer a pena.

Fomos de carro, com um amigo da Andrea, graças a deus, porque ficar na fila do trem e pegar onibus com a quantidade absurda de bagagem ia ser tortura medieval. O festival acontece numa fazendo GIGANTESCA a 3h de Londres mais ou menos, numa cidade chamada Somerset que fica super perto de Stonehenge. Chegamos ao meio dia de quarta-feira 24 de junho, carregamos toooooda a bagagem na mao (nota mental: comprar um carrinho daqueles de carregar botijao de gás pra levar as malas ate o acampamento) no solzão e quase morremos. Armamos as barracas bem perto do Other Stage (onde iam tocar Franz Ferdinand, Bloc Party, Yeah Yeah Yeahs e Pete Doherty) somente para nossa tristeza perceber que nao tinhamos comprado nenhuma bebida e esquecemos panelas (e a gente carregou muita comida!).

Decidimos ir explorar o festival, que tem milhares de lojinhas de roupa, chapeus, equipamentos de acampar, sem contar as milhares de opções de restaurantes. Tudo num preço bem bacana mesmo, as pints de cerveja e de cidra (a bebida “oficial” do festival) eram o mesmo preço dos pubs em Londres. E tinha varias lojas de fantasias, quase comprei um vestido de noiva hsauhsauha mas era 15 libras e a grana ta curta.

Enfim, os shows só começavam mesmo na quinta feira, com a abertura do festival pelo Maximo Park as 16h (e nem era no palco principal). Entao, quarta feira nós exploramos as bancas, andamos muito por ai, encontramos pessoas curiosas por todos os lados e fomos parar numa apresentação de um grupo escocês que tocava musica brasileira e jogava capoeira, sao coordenados por um brasileiro e foi fantastico! Nao sou grande fã de algumas coisas da cultura brasileira, mas devo admitir que os caras sabem fazer um ritmo pra lá de empolgante.
Os banheiros eram o maior parto, tem 1750 daqueles pipiroom (o festival tem 175000 pessoas) e varias patentes com um buracao de metal ao ar livre pra gurizada usar. Super me lembrou a fazenda da minha tia, mas era muito desagradavel. De noite fomos ate a parte do festival chamada The Park, que é toda decorada como se fosse um parque de diversoes. Tem uma festa que eu sempre tive vontade de ir desde que a Lucia me falou sobre: Silent Disco. A moral é que na porta de entrada te dão fones de ouvido porque tem dois DJs que ficam colocando musica e tu pode escolher qual tu quer ouvir simplesmente mudando de estaçao no fone. É uma das coisas mais divertidas que eu ja vi! Tira o fone e ta só o pessoal cantando super empolgados e de vez em quando alguem descobre que na outra estação ta tocando uma musica mais legal, dai começa a dançar fora do ritmo da gurizada e do nada as pessoas começam a mudar pra essa estação tambem.

No final, conseguimos comprar as panelas! E comemos super bem para um acampamento. Uma barraca enorme foi montada do lado da nossa, alias, em volta das nossas barracas tinha varias enormes com gazebos e tal. Acabamos por perceber que estavamos morando em Beverly Hills 90210.

A quinta-feira trouxe a noticia de uma possivel chuva torrencial que ia alagar tudo no sabado e domingo. No final, deu um chuviscada o suficiente pra deixar um pouco embarrado, mas nada de mais na quinta-feira. Eu e a Andrea fomos ate o campo do Greenpeace (porque nao se pode ter hippies sem Greenpeace) para descobrir que eles tinham chuveiros quentes (aquecidos por energia solar)! Todos trouxemos muitos daqueles lencinhos de limpar bebês para tomar banho de gato, mas a fila nem estava grande (ao contrario dos dias seguintes…que dava volta na esquina).

De tarde nos separamos porque as 14h ia ter uma sessao de estreia de “Adventureland”, o novo filme do diretor de Superbad e com a Kristen Stewart. Fomos eu, Sah e Luh para ver. Era numa barracona de circo e todo mundo ficava deitado no chão. Acabou sendo um bom filme, nao tao engraçado, porem bem legal, mas praticamente derretemos porque nao tinha ventilação na tenda. Tentamos encontrar a Lucia, o Albertino e a Andrea para ver o Maximo Park no palco Queen’s Head, mas para a nossa surpresa, todos os caminhos para chegar lá estavam trancados de tao lotado! Isso que dá colocar o show de abertura num mini palco.

De algum modo que eu nao sei como, acabei achando uma brecha e quando vi, tava quase no meio da galera, dentro do cerco. Foi impossivel chegar perto o suficiente para ver o show, mas o telao mostrava de onde eu tava. Acabamos passeando de tarde, o que acaba sendo uma coisa extremamente divertida, porque a cada esquina se acha um palquinho com bandas novas tocando e elas sempre sao otimas! Nos sentamos para organizar os shows e o cronograma dos proximos dias. Deu uma dó no coração porque diversas bandas que queriamos ver iam tocar no mesmo horario. Acho que esse acaba sendo o maior problema (fora os banheiros), tem que acabar abdicando de bandas porque nao tem como encaixar o horario.

De noite tentamos levar a Sah e a Luh na Silent Disco de novo, mas nao tava tao boa, ficamos 1 hora na fila pra ficar 1 hora lá dentro. Um dos DJs aparentemente era apaixonado pelo Brasil, ficava tocando varios classicos e outras musicas bizarras (mocotó, eu quero mocotó). A quantidade de pessoas iam aumentando a cada dia, o primeiro foi super tranquilo, depois começou a ficar desagradavel andar por ai.
Enquanto andavamos a procura de outro lugar para ir, começamos a ouvir muita gente falando “Michael Jackson” e ficavamos nos perguntando “Por que diabos estao falando do Michael Jackson?”, dai um cara falou “Michael Jackson é gay!” e uma guria perguntou “Por que tao falando do Michael Jackson?”, dai um outro responde “Ele morreu!” e deu uma risadinha. Ah, jura né, Michael Jackson morreu…mas a cada minuto alguem passava falando o nome dele.
Começamos a cogitar a possibilidade dele ser um dos convidados especiais. Imagina só, Michael Jackson no Glastonbury?! Nem preciso comentar a nossa empolgação. Naaaah, ele nunca iria tocar num festival desse genero hoje em dia. Fui no banheiro e quando volto a Lucia ta no telefone com um amigo de Londres, e as gurias me olham e dizem: “Michael Jackson morreu”. COMO ASSIM? Foi o que eu fiquei repetindo por uns 15min, mesmo depois que ela desligou o telefone pra confirmar mesmo. Andamos por ai, comigo ainda nao crente que isso fosse possivel. Decidi pedir uma segunda opiniao e liguei para a Ju, que morava com a gente.
Acordei a menina e ela me confirma: Sim, Michael Jackson morreu agora a pouco, as 1hora no maximo. De que? Parada cardiaca. Como assim? Morreu, oras. Te juro que quase chorei.

Estavamos caminhando e iamos em direção ao circulo de pedras encontrar uns amigos dum amigo da Andrea. Passamos por uma banca de bebidas que tava tocando Michael Jackson e paramos para dançar junto com mais um grupo de umas 20 pessoas, todos emocionados dançando Thriller e Black or White. Dai a banquinha de vinho da frente começa a tocar tambem, e fica todo mundo correndo de uma pra outra dependendo de qual musica esta tocando. A de vinho acabou ganhando por ter uma seleçao melhor. E o grupo de pessoas se reunindo pra cantar e dançar foi aumentando aos poucos.
Daqui a pouco aparece um cara com uma camiseta escrita “I shot Jacko” e dois minutos depois um com o dizeres do ano de nascimento e morte e RIP. Como fizeram tao rapido? Ah, as camiseterias que tinham espalhadas pelo festival. O pessoal se empolga muito com as musicas, se abraçando na hora de “Earth Song” e fazendo trenzinho na hora de “Black or White”. Filmei, vou postar no meu YouTube depois.

Enfim, fomos ate o circulo de pedra com uma tocha na mao ja que o caminho era muito escuro. Circulo de pedra = muitos drogados, chega a dar medo!
No fim, começou a chuviscar e acabamos indo todos dormir ao som do acampamento tocando Michael Jackson. Definitivamente uma historia para se contar: Eu estava no Glastonbury quando o Michael Jackson morreu.

“So he wears lipstick, has a little bouffant, and does little circus acts as well?”

April 10, 2009 § Leave a comment

Tirando o pó do blog. Curiosamente, durante esses dias (meses…) que eu não escrevi, tive o maior número de visitas desde setembro. Vai entender…

Já que só o que eu faço em Londres é em ir em shows do Marcus Foster e do Bobby Long, mais que válido postar aqui sobre os dois…

Primeiro show do Bobby Long que eu fui foi no dia 21 de janeiro desse ano, admito que por interesse porque achei que o Robert Pattinson (que estava aqui em Londres) ia ir lá. Meu pensamento e de mais dezenas de fãs do Rob…tenho que agradecer ao meu pensamento infantil, porque ouvir ele tocar foi uma das melhores experiências musicais pelas quais eu já passei. Além de ser apaixonantemente sensível e lindo, as letras dele são profundas e o estilo difere tanto do que é feito atualmente, que acaba sendo refrescante ouvir, lembrando Johnny Cash e Jeff Buckley.

A partir desse dia, fui em praticamente todos os shows do rapaz, perdendo até entrevistas de emprego pra isso…virou meio que paixão platônica também, mas não dá para evitar, além de talentoso, quando conversei com ele, descobri que também é um amor de pessoa e super gentil.

Acabei indo ver o Marcus somente no final de fevereiro, apesar de suas performances serem um pouco menos centradas como as de Bobby (Marcus realmente se empolga tocando e acaba gritando – de um modo positivo – bastante). Marcus tem mais conhecimento musical, eu diria e o seu estilo puxa mais pro jazz do que o do Bobby, que acaba sendo mais folk.

O single do Bobby, “Left to Lie” já está disponível no iTunes, vale ouvir porque a música tem uma letra poderosa e nostálgica. Outra favorita que fala sobre morte também é “Dead and Done”, que descreve perfeitamente como eu esperaria que o paraíso possa ser (se eu acreditasse em um…). Mas acho que a minha favorita definitivamente é “Sad Woman Blues”, com uma letra com a qual eu realmente me identifico e tem uma melodia ótima, com um dedilhandinho que me mata toda vez que eu ouço. Ah, “A Passing Tale” também. Caramba, escutem todas as músicas, que vale a pena. A nova versão de “This Strange Love” junto com a fantástica “Windy Rush Blues” podem ser encontradas no myspace do Fred Portelli, o estúdio que o Bobby gravou algumas músicas (www.myspace.com/fredportelliproductions).

Curioso perceber que eu conheci eles no ano em que vão explodir com a tour no verão pros EUA e os CDs (se tudo der certo) sendo lançados esse ano ou início do ano que vem. Tudo graças a Twilight, que eu nem gosto tanto mais, mas que pelo menos serviu para me apresentar boa música e principalmente, bons amigos tanto do site, quanto no Brasil, quanto aqui.

http://www.myspace.com/marcusfoster

http://www.myspace.com/musicbobbylong

E fica a letra de I Don’t Mind do Marcus…minha favorita dele, se bem que quase empata com I Was Broken, que tem um final muito poderoso.

And if I had the time to solve the mystery of your crime
you know I would
If I had to shape the form of your mechanical design
you know I could

Well I’ve been up and down the lane to lose
And the memory of your name is hard
taken from the stone, put it in that lake
But I’ve mended up my heart and I’ve nothing more than bones to break
But I said, I do believe, on the endless roads you weave
you may climb, but you may fall
You could spend your lifetime on that wall
I don’t mind

And if I had the hand to take the blood out of the sand
or make it dry
And if I knew a birth or the secrets of the earth
I won’t ask why
Well I’ve been in and out of windows
just trying to find a doorway
I’ve broken off the marble deities’ weight upon my shoes
But I’ve mended up my heart and I have nothing more than time to loose
But I said, I do believe, on the endless roads you weave
you may climb, but you may fall
You could spend your lifetime on that wall
I don’t mind

If I could look within the endless tales upon your skin
would I go blind?
If I could carve your face upon an unfamiliar place
would I be kind?
Well I’ve seen visions of a ghost that stand upon the ragged sleeve
of all my fades dreams that I have broken at the seams
But I’ve mended up my heart and I’ve nothing more than sorrow on the breeze

But I said and I do believe, on the endless roads you weave
you may climb, but you may fall
Spend your lifetime on that wall
Well I I don’t mind
And I don’t mind
And I don’t mind
And I don’t mind

Where Am I?

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