Glastonbury 2009 – Parte 2

October 28, 2009 § 1 Comment

Antes tarde do que nunca, atualizo mais para poder me livrar do peso na consciencia de nunca ter postado o resto da minha experiencia no Glastonbury em 2009.

Sexta-feira foi o primeiro dia oficial, com os palcos grandes funcionando de verdade! Almocamos antes e fomos nos aventurar!

O primeiro show visto foi as 13h40 no Pyramid (o palco principal que, veja soh, tem formato de piramide), Regina Spektor.
Honestamente, soh conhecia Fidelity. Fui mais porque o estilo dela parece ser bom e porque o Stiborski idolatra a mulher. Nao me arrependi. Apesar de comecar um chuvisco no meio do show, ficamos na lateral e dava para ver ela tocando piano. Sem contar que a voz dela eh fantastica!
Ultimamente ando ouvindo mais (principalmente “Hero” e “Us” por causa da trilha sonora de (500) Days of Summer), mas foi um show legal. Meio de “mulherzinha” e a presenca de palco nao foi das mais marcantes (nao vem me dizer que eh porque o estilo de musica nao combina, porque a Rachael Yamagata tem uma baita presenca no palco).

Depois no Pyramid teve um “special guest” (N*E*R*D), adorei o nome, mas nunca ouvi falar deles. Partimos para explorar o festival. Fomos explorar o festival. Queria muito ter visto Noah and the Whale, mesmo nao sabendo nenhuma musica deles, sao amigos da Laura Marling e eu confio nela.

Fomos para o palco The Park (onde, reza a lenda, Franz Ferdinand tocou ano passado como special guest. Estavamos sentados lah esperando a banda comecar as 16h e ouvindo fofocas de que ia ser Coldplay ou algo do genero. Jura meu bem. Acabou por ser (para a alegria completa da Andrea) Supergrass (versao reduzida). Aparentemente, ela alem de gostar da musica, acha o vocalista bonito. O gosto da Andrea me assusta.

Fiquei para ver algumas musicas, mas deu varios problemas no som e no retorno, o que deixou o cara (que parece o Grinch) num mau-humor do cao. Como queria ver Fleet Foxes as 16h40 no Pyramid, sai correndo depois da 3a musica.

Peguei a metade do show do Fleet, os caras tem talento, mas devo dizer que o show foi um dos mais entediantes que eu vi. Talvez por nao conhecer as musicas (apenas gosto dessa nova cena folk londrina), mas eu quase dormi em peh. Nao chega a ser um folk muito meu estilo, ja que puxa um pouco para um lado meio pop. Gosto mais das dedilhadas de violao.

Em todo o caso, depois fui encontrar as gurias para vermos o show da Lily Allen (mudanca drastica ou o que?), foi no Pyramid tambem as 18h20. Nao tava muito no pique, ja que ela me irrita um pouco com a sua atitude. Deixei de ver Friendly Fires, que eu nao conheco, mas tem boa fama. Mas sabe que foi bem interessante? A roupa roxa brilhante, junto com a peruca rosa foram algo inesperado, ja que isso fica mais para Lady Gagas da vida.

O set list da Lily foi bem bom (por sinal, todas ficamos apavoradas com a semelhanca entre ela e a Juliana, uma das outras meninas que moram na nossa casa, acredito que as duas sejam dopplegangers). Ficamos tirando sarro do fato que ela fica batendo o peh esquerdo no chao (tipo cantor de musica country) o tempo todo. O auge tem que ter sido quando ela decidiu acender um cigarro no palco. WTF? Cada um com suas neuras. No meio do show a Andrea nos ligou para avisar que a banda que tava tocando no The Park (outro “special guest”) era a banda nova do Jack White, mas acabamos ficando ate o fim do da Lily mesmo.

Saimos de lah para o Other Stage (adoro esse nome), para ver a Lady Gaga as 20h. Devo admitir que nunca sei a letra de “Poker Face” ja que sempre gostei mais de “Just Dance”. No fim, queria saber como era ver a louca no palco, ja que ela parece ser uma “entertainer” das melhores. Sem contar que  queria me gabar pro meu primo Thiago.

Uma das coisas mais chatas de se fazer: ir num show de alguem que tu nao gosta muito e que as musicas nao sao teu tipo (mais) e ter que aguentar esperando pelos hits. Acho ate que ela andava drogada, porque nao parava de falar com aquela voz arrastada e coisas sem sentido.  Nao eh a toa que os caras da plateia (alias, soh tinha homem na plateia e eles iam a loucura quando ela virava de bunda pra gente) gritavam “SHUT UP AND SING”. Rude, mas chegou uma hora que quase eu gritei isso tambem.

Alem de tudo, conseguiu trocar de figurino 3 vezes (ou 4, nao me lembro mais)! Em um show de 40min! Tenha paciencia…A tal de Stephenie aka Lady Gaga fechou o show com uma versao acustica de “Poker Face”, seguida da versao oficial. Tocou a versao acustica num piano transparente com bolhas (igual ao figurino) e me surpreendeu positivamente mostrando que tem voz, sim. Eu ja achava que o show inteiro tava sendo playback, o que ate pode ter sido, mas ela realmente conseguiu cantar bem a versao acustica.

E nao, eu nao reparei que ela tinha um penis. Ou essa historia toda. Fiquei sabendo depois!

As 21h30 tivemos The Ting Tings, tambem no Other Stage. Bem legal, super energetico e dava para ver que eles estavam superfelizes de estar no festival. A vocalista (me perdoem, mas nao sei o nome e to com preguica de ir ate o google) tem uma otima presenca de palco e canta pra caramba. Uma boa surpresa para mim e para a Lucia foi que eles tinham mais musicas conhecidas do que a gente esperava, o que foi bom para cantar junto.

Um comentarios: as luzes sao fantasticas! Todos os shows noturnos do Glastonbury me deslumbraram por sua iluminacao. Nao, eu nao estava sob a influencia de drogas, mas me abro para os engenheiros que fizeram o trabalho todo.

Combo Other Stage na sexta-feira: ficamos tambem para ver Bloc Party , uma das melhores surpresas para mim. As gurias ja viviam me falando que era fantastico, mas eu ouvi as musicas e nao tinha me apetecido muito. O show ao vivo vale! Melhor que as musicas por si soh.

E de novo falando das luzes: caralho! Foi loucura total. Fomos, eu e a Lucia, porque a gurizada se perde muito facilmente no meio desses 175mil, mais para a frente e acabamos num grupo com Stormtroopers e sabres de luz (oi?). “Flux” levou todo mundo a loucura e mesmo sendo uma set list que eu conhecia apenas 2 musicas, acabei curtindo bastante.

Curtiria mais se nao tivesse um bebado muito chato na minha frente e um cara com uma bandeira gigantesca do lado esquerdo. Parece que esse proximo ano as bandeiras serao banidas, porque bloqueiam a visao dos outros. Elas sao bonitas, devo admitir, mas nao muito praticas.

O vocalista do Bloc Party tem uma voz ainda mais impactante ao vivo. Vale a pena ver se tiver a chance. O show eh longo, mas energetico.

Vale a pena dar uma explorada no festival de noite tambem. Sempre tem alguma festa acontecendo ou algo curioso para ver. Tem o circo e tem as cidades: Trash City, Shangri-la e Arcadia. Segundo a programacao do Glasto: “where do you go when the live music stops?”. Aparentemente eh para lah.

Minhas grandes expectativas estavam para domingo, com show da Laura Marling, Jamie Cullum e Johnny Flynn.

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