“I can’t listen to that much Wagner. I start getting the urge to conquer Poland.”

September 25, 2008 § 2 Comments

Semana passada eu paguei R$4000 e poucos pro curso de inglês que eu vou fazer em Londres. Daqui a umas duas semanas devem estar vindo os documentos da escola pra eu encaminhar com os meus documentos pro Consulado Britânico e se tudo der certo, ganhar um visto de um ano.

Essa semana já me deparei duas vezes com a questão de por que eu estou indo viajar. Em todo esse tempo que eu estou organizando a viagem, várias pessoas já me perguntaram isso. Do meu ponto de vista, eu não consigo conceber por que alguém NÃO iria querer viajar. A resposta simples: egoísmo. Viver a minha vida de um jeito diferente, com pessoas desconhecidas, no meio de um lugar desconhecido e ter que provar que eu não sou uma idiota por completo.

A resposta mais complexa: eu fui criada desde que eu me lembro por gente pra ter vontade de viajar, de querer conhecer o mundo. Minha mãe sempre me disse que a minha maior ambição deveria ser conhecer o mundo. Eu tinha uma prima, a Rosa Maria (que por sinal está indo fazer MBA nos Estados Unidos, a convite de uma universidade) que morou no exterior e fez diversos mochilões. Ela sempre foi meu exemplo de felicidade pessoal.

Um dia, meu avô disse pra minha mãe: “- Tu quer que essa guria acabe que nem a Rosa Maria?” (no sentido de sem família, perdida no mundo, etc) e a minha mãe na sua sábia inteligência “- Claro, foi pra isso que eu criei ela.”. Ou algo parecido. Então, desde pequena eu quis viajar, eu até decidi que eu ia fazer Relações Internacionais pra ser diplomata e viajar, mudar o mundo através dessas viagens. Então, no final, mesmo não sendo uma diplomata (e não que eu tenha desistido disso), eu tenho a chance agora de ir viajar. De mudar a minha visão e de dizer que eu não fiquei parada vendo a minha juventude passar.

Tinha um slogan de uma empresa de turismo, acho que era a World Study, que falava que “Você sempre volta diferente de uma viagem”. As pessoas têm medo de mudanças, de arriscar. Eu sei, porque eu sempre tive. E agora eu não preciso ter. Não pra isso pelo menos. Eu nunca usei drogas, nunca fumei, nunca fiz coisas “erradas” (tirando um porre e outro que nem foram lá muito vergonhosos), nunca gostei de sair de noite pra ir em festa e me acabar. Fazer sexo com desconhecidos, ou pouco-conhecidos. Aquelas loucuras de jovens “normais”. Quer saber? Nunca senti falta. Prefiro aproveitar a minha juventude batendo perna em outras cidades, ouvindo histórias de outras pessoas, conhecendo gente que vive numa situação diferente da minha, ver museus, igrejas, deitar na grama dos parques do outro lado do mundo. Em vários lugares do mundo.

Sonhos servem pra isso. Eu tava vendo um filme esses dias que tinha uma quote muito boa sobre sonhos, mas eu não me lembro como era. Mas era muito boa, mesmo assim. Eu devia ter anotado.

Tu sabe que o dia foi estranho, quando chora porque o computador trancou.

September 21, 2008 § 2 Comments

Existem poucos dias em que eu não sei. Em que eu não consigo opinar, porque normalmente eu tenho uma opinião pra tudo. Hoje é um deles. Provavelmente vai ser o post mais curto da história pregressa e futura desse blog.

 

“It’s all up in the air and we stand still to see what comes down
I don’t know where it is, I don’t know when, but I want you around
When it falls into place with you and I, we go from if to when
Your side and mine are both behind it’s indication”

– She is; The Fray (banda bem legal por sinal, descobri por causa de Twilight)

Preciso ver filmes gays e ouvir músicas gays.

Se eu quisesse pessoas dando em cima de mim, eu moraria embaixo de um motel

September 19, 2008 § 2 Comments

Engraçado, quando eu comecei a ler os livros da série Twilight, eu simplesmente parei de achar homens bonitos na rua, porque eu achava que todos deveriam parecer com o vampiro perfeito e protagonista do livro: Edward Cullen. Ou pelo menos com o ator que vai interpretar ele no filme, meu novo amor, Robert Pattinson. Aliás, é muito engraçado essa questão de criar um amor platônico por alguém que não existe, eu vivo fazendo isso e também por atores/cantores. Minha última grande paixão platônica foi o Taylor Hanson.

No entanto, de uns dois ou três dias pra cá, aliás desde segunda-feira, eu ando descobrindo pessoas bonitas na rua. Aliás, homens bonitos, porque mulheres sempre tem um monte. Engraçado, eu imagino se é por causa do amadurecimento e da convicção de que não adianta se apaixonar por persongens fictícios ou por atores, ou se foi porque eu vi um guri muito lindo no ônibus Menino Deus e isso me abriu os olhos. De qualquer modo, é engraçado perceber como o teu gosto por beleza acaba muitas vezes sendo igual e tu não percebe que uma pessoa que tu acha muito bonita na rua, na realidade é a cara de um ex-namorado ou de uma ex-paixão. Gosto? Predisposição? Comodidade? Ou é simplesmente um processo inconsciente?

Esse post foi meio superficial, mas eu estou com uma dor de cabeça horrível e sem paciência pra divagar sobre assuntos de real importância. Preciso aprender como postar direito nisso aqui e colocar links.

Você sabe que não tem vida social quando faz um blog à 1h30 da manhã

September 17, 2008 § Leave a comment

Bom, eu quase deletei o meu fotolog ontem. E hoje eu faço um blog. Vá entender as mulheres, certo?

Na realidade, eu andava meio com dúvidas sobre como me expressar melhor e o fotolog não satisfaz as minhas necessidades. Então, como eu já ia fazer um blog por causa da viagem para Londres no final do ano, e eu vi um filme fantástico agora a pouco (“A Casa de Alice”, dirigido por Chico Teixeira, surgiu de idéia de um documentário, mas simplesmente incrível, cinema nacional bombando), eu vou matar dois coelhos com uma cajadada só.

Falo bem do filme, que tem uma montagem muito interessante, atuações fantásticas (a Alice nem se fala, mas os olhares da dona Jacira matam a pau) e bom, sei lá, curti pacas. Já aproveito e faço da minha vida um pouco menos privada.

http://www.acasadealice.com.br

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